musica

domingo, 9 de novembro de 2014

Maçãs










  
Estranhos rostos se formam
Não são imaginações, tampouco
Me fazem feliz – Por que?
Ficam imóveis, mudos e sorriem.

Corro até o espelho, choro
Minhas lágrimas desaparecem
Tranqüilas, rio abaixo,
Sou o último sobrevivente.

Tolo, insensato, procuro
Tuas mãos, teus beijos,
Como quem procura maçãs
Pelo chão em um dia de verão.

Gotas de chuva caem
Alguns insetos procuram abrigo,
Minha dor reaparece, sinto frio
Tenho medo deste dia.
                                                     Abril/2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Reencontro










Lá onde as corujas cochilam
Parte do céu, parte de ti
Há de vagar, espalhando pétalas
Do mais puro amor.

Manterei vigília, esperando
Para lhe mostrar o que sobrou
Minha pequena caixa de segredos
E um sorriso amarelo.

Pode ser que lhe abrace
Ou ande em círculos – Não sei
Se poderei me reconhecer
Chove muito nesta noite.

Parte de ti ficou guardado
Em meu coração ferido
Parte de mim vagueia
Por alamedas imaginárias.

                                                 29/04/2014
                             In Memorian - Pixú

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Despedida












Vejo que você joga
Com as regras da vida
Faz-me sentir vazio
Faz com que eu desista.

Tuas garras afiadas
Trespassam minha carne
Este é o cerne de tudo
Não compreendo tuas questões.

Síncope – Estou precavido
Tuas investidas me doem
Sinto-me uma caixa
Escura, quase sem ar.

As ruas estão floridas
Com crianças, cachorros, abelhas
E os carros voam agora,
São os únicos que podem. 
                                  Abril/20104


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teu Encanto












O Sol se esconde
Sob outro sol, e as nuvens
Brincam com seus raios.

O Sol me olha, e joga
Um jogo do faz de conta
Brilha, brilha, me sorri.

Você não vê o Sol,
Por medo de não poder
Se perder no amor.

Então o Sol se esconde
Sob outro sol, e as nuvens
Encobrem todo teu encanto.
                    Abril/2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pequenos Duendes



O tic tac do relógio
Me deixa mudo, incapaz,
Sou forçado a admitir
Que te perdi novamente.

Noites iguais, sonhos iguais
Falas vazias, sinto frio,
Olho no espelho e nada vejo
Você se foi agora.

Se ao menos eu tivesse
Alguns duendes pequenos,
Que pudessem lhe chamar
Durante teu sono tranqüilo.

Pelo menos lhe veria
E sopraria em teu rosto,
Meu hálito morno
Com gosto de desilusão e dor.
                                                    Abril/2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sonhos de amor










Desculpe, estou perdido
Uma aflição me corrói,
Eu me peguei sonhando
Pensando em você.

Agora mesmo não consigo
Gostaria de lhe dizer
Como lhe amo, mais claramente
Mas as coisas mudaram.

Às vezes parece tolice
Eu querer que compreenda,
As coisas são como são
Sempre foi assim, eu sei.

Desculpe, estou perdido
Uma desesperança me consome,
Eu me peguei sonhando
Pensando em você.



                            Abril/2014